Ainda na linha de análise das proezas do "macaco defectivo" e sua míope visão antropocentrista, gostaria de abordar o mecanismo de formação de tal modus pensandi e seus efeitos.
O homem é o reflexo de suas convicções e estas nascem de sua imersão em um ou mais "oceanos ideológicos" que influenciam sua forma de sentir e pensar, e, por via de consequência, suas atitudes.
Não há sistema político ou econômico sem a componente humana. As massas populacionais constituem o pilar de qualquer sistema. Não há capitalismo sem mercado consumidor ou mão-de-obra; não há regime político sem apoio popular. Assim, o caractere humano é essencial à manutenção de qualquer "sistema" que se deseje implantar ou perpetuar.
Uma vez que um "sistema" sobrevive das massas humanas, é mister que desenvolva mecanismos de controle que garantam sua ordem e obediência.
Da observação (ainda que superficial) da História, depreende-se com nitidez que o emprego de força é ineficaz ao alcance de tal desiderato.
Pouco se consegue em termos de cooperação humana, senão com o engajamento insuflado pela convicção.
A melhor maneira de se alcançar tal propósito é inocular valores à psique humana, o que se alcança por meio da veiculação ideológica.
Tal "inoculação" se materializa por diversas formas, sendo as principais a religião, a propaganda e a educação formal.
Não por acaso Her Hitler e o senhor Goebbels tomaram para o Estado o ensino infantil e massificaram as idéias de superioridade racial por meio de intensa propaganda política, explícita ou subliminar. Mein Kampf, aliás, tornou-se leitura obrigatória a partir de 1936 e as famílias que não possuíam um exemplar de tal obra (um misto de delírio e lamúrias de autopiedade!) poderiam ser delatadas como simpatizantes do regime stalinista.
Isto posto, atenhamo-nos à massificação ideológica da atualidade: a busca incessante, frenética e obrigatória pelo lucro.
Aliás, para ser preciso, nem tão atual, vez que já no século XVI o Cristianismo "modernizou-se" para promover o louvor ao lucro e à usura, que até então tinham sido ferrenhamente combatidos pela opulenta Igreja.
Pois bem, hoje, campanha publicitária de relógio de pulso tem como slogan "Conquiste o seu lugar, porque você merece o melhor". Tênis são vendidos sob o lema: "Porque o mundo é seu". Canais televisivos (pagos!) que deveriam tratar de sua "suposta especialidade" como o History Channel, destinam à maior parte de sua grade em horário nobre, programas de cunho mercantil travestidos de "históricos", como "mestres da restauração", "caçadores de relíquias" e o "incomparável" "trato feito" - um ícone ao "capitalismo histórico" em que uma família de comerciantes se gaba por explorar vendedores anônimos de quinquilharias (na compra) que se tornam relíquias (na venda), e cuja chamada publicitária propala em tom de deferência: "aqui o comerciante sempre ganha".
Para se conquistar o lucro a qualquer custo, e em escala crescente, evidenciando-se (e enaltecendo-se) as "necessidades ilimitadas" é preciso abarcar com avidez e resolução os "recursos limitados". E a maneira de "minimizar" os efeitos de tal despropósito e legitimar a depredação ecológica e extinção em massa de espécies animais, nada melhor do que retirar desses a sua importância.
Aqui encontramos a "solução final" do moderno "Reich capitalista":
O "sistema", com distinta e sutil ardileza, solucionou tal incongruência, "humanizando os animais"!
E o ícone desse acinte pode ser observado em cores carregadas de mau gosto na infeliz programação oferecida pelo canal televisivo que, por suposto, deveria sustentar o estandarte do conservacionismo da vida animal e, por conseguinte, dos ecossistemas ameaçados: o Animal Planet.
Raras vezes senti minha inteligência tão insultada como no dia em que me deparei com o slogan do referido canal: "Animal Planet - surpreendentemente humano". A mensagem subliminar (fartamente fundamentada pela programação oferecida pelo referido canal) não deixa dúvidas sobre seu objetivo final: levar às últimas consequências o antropocentrismo!
Seria de se esperar assistir em um canal chamado "Animal Planet" os aspectos mais relevantes da vida ANIMAL, o que pressupõe a apresentação de documentários sobre a vida selvagem, a luta pela sobrevivência de espécies ameaçadas, os efeitos da expansão humana sobre a vida animal, etc.
Ao reverso disso, somos enxovalhados com programas do tipo: "encontros mortais" (dando enfoque à malévola natureza dos bichos); "amor de gato" e "encantador de cães" (mostrando o quão humanos são os animais, e o quão importantes os animais domesticados são para nós); "com água até o pescoço" (programa "surpreendentemente humano" que mostra as peripécias de construtores de aquários de luxo metidos a engraçadinhos); "atrações fatais" (quase um "clássico do suspense hitchcockiano", que relata, em tons patéticos, desfechos trágicos de humanos doentes mentais que coabitam com "perigosos e ferozes" animais assassinos); e o exemplo mais bem-acabado do mau gosto: um tal "bichos vergonhosos" (que relata estórias de animais de estimação com comportamento incongruente com a fina etiqueta humana, dentre eles, os absurdos casos do cão que peida, da cadela que lambe em excesso e da ave que joga comida para fora do cocho!).
É bastante clara a carga ideológica subliminar: os animais que realmente importam são os "nossos", os "civilizados", os verdadeiros representantes do reino animal. As subespécies animais, as sub-raças "incultas" e ameaçadoras não são dignas de nossa atenção em horário nobre e, uma vez que nada nos acrescentam - sequer as conhecemos! - seu desaparecimento nada significará. Afinal, somos amantes dos animais - os "verdadeiros" animais, que nasceram para alegrar nossas vidas, para cuidar de nossas casas e ornar nossos aquários.
Internalizada tal mensagem, está legitimada a matança, a extinção... Afinal, se o "Terceiro Reich" conseguiu, utilizando tais "ferramentas", legitimar o extermínio em massa de seres humanos, a implantação pelo "Quarto Reich" - o "Reich Global" - da "solução final" para a "inferioridade racial animal" haveria de ser moleza, não acha?
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O MACACO QUE NÃO DEU CERTO
Há dias venho pensando em tratar sobre tema relacionado à "febre do momento" - a preocupação ecológica.
Bem... provavelmente os "eco-frescos" de plantão não hão de gostar da abordagem, mas... acho que conseguirei suportar a dor de sua rejeição...
O "gatilho" que me motivou a escrever sobre o tema foi uma frase muito bem elaborada pelo amigo Luiz Curti jr.: "O homem é o macaco que não deu certo".
Bem... acho que, partindo desse mote, não precisarei me alongar, até porque não domino o assunto, mas não custa acrescentar alguns dados...
O "temido" CO2 - marca mais pronunciada do "progresso humano", é capaz de causar o efeito estufa. Grande novidade!
O que, provavelmente, não seja tão difundido é que o planeta já foi, há cerca de 700 milhões de anos, uma bola de gelo absolutamente inanimada, e que só há vida, hoje, exatamente por causa do efeito estufa decorrente da emissão natural de CO2 de origem vulcânica. E que, depois disso, o planeta entrou em fase de glaciações sucessivas, ocorridas em função de alinhamentos planetários que afetam a órbita da terra, afastando-a, temporariamente, do sol. E, no momento, estamos saindo de uma glaciação e nos dirigindo ao período de máximo aquecimento natural da terra. E ainda, que os oceanos, em épocas de glaciação, chegam a ter o seu nível rebaixado em até cem metros, por aprisionamento da água em blocos de gelo. E que, por óbvio, com o aquecimento - que ocorre naturalmente! - o nível dos mares tende a subir.
É claro que a intensificação da atividade industrial e a massificação do uso de automóveis (mormente com o IPI reduzido!) aceleram e, em certa medida agravam tal processo. E há quem diga que o "cocô das vaquinhas" seja igualmente pernicioso, no que tange ao dano causado ao ozônio atmosférico.
O fato é que, como sempre, o "macaco que não deu certo" tende abordar as questões sob a ótica do antropocentrismo (ou deveríamos dizer "simiocentrismo"?).
Nada há de errado na emissão de metano. E discutir-se sobre reduções na emissão de gás carbônico é exercício de pseudo-conservacionismo, vez que, como sempre, quer-se ir para o céu, mas sem morrer!
Todo mundo, e em particular os "eco-frescos", clama por um ar mais puro, mas não abrem mão de andar com seus carros e de colocar mais "eco-fresquinhos" no mundo, que, em uma ou duas décadas, completarão, orgulhosos, a marca do oito bilhões de "macacos defectivos".
Todos os povos querem "salvar o planeta", mas não abrem mão da tecnologia que lhes garante conforto e consome indiscriminadamente recursos finitos e não-renováveis.
O "antropocentrismo verde" é criação tão sui generis que chega a gerar slogans aberradores como "agropecuária sustentável"!
Como é o HOMEM que está no centro do sistema planetário, tudo gira em torno de suas atividades, e, por óbvio, tudo tem de a elas se adaptar.
"Sustentabilidade" torna-se coqueluche; cria-se um "comércio paralelo" de "selos verdes" e, por óbvio, tenta-se obter mais lucro com a "onda preservacionista".
E como tudo vira festa - porque o homem é ser gregário, festeiro e vaidoso -, gastam-se mais de US$ 200 milhões para promover uma "ECO-alguma coisa" que não logra êxito algum.
Bem, mas ao menos o "homem" esteve em evidência! E alguns lucraram com isso... é o que importa!
O fato é que, enquanto se discute soluções para o pseudo-problema, desvia-se o entendimento humano da real causa das mazelas ecológicas do planeta: o próprio homem!
Será tão difícil de perceber que a taxa do crescimento demográfico humano, mais que vertiginosa, é vergonhosa?
Salvo engano (e caso haja algum, perdoem-me, mas estou com preguiça de consultar o deus-google), a população mundial manteve-se estável desde a idade média até a revolução industrial, em torno de um bilhão de pessoas. Da revolução industrial até meados do século XIX, passou para cerca de dois bilhões. E em pouco mais de um século, pulou para sete bilhões!
Um crescimento exponencial injustificável, aviltante, pernicioso e indecoroso.
Mas que não causa surpresa! Afinal, já que se duas grandes e catastróficas guerras não foram capazes de satisfazer a demanda do capitalismo por novos mercados (ainda que tenham enriquecido muita gente - que o diga o senhor Ford!), o jeito é expandi-los!
Ou você acreditou que a China ex-comunista, que primou por rígido controle de natalidade durante décadas, começou a incentivá-la - após tornar-se capitalista - porque está preocupada (como alegou) com quem irá cuidar de seus velhinhos?
Uma única coisa impulsiona todos os atos humanos - o interesse. E o principal deles é pelo lucro. E, para dar espaço ao dendê, os orangotangos da Indonésia serão extintos nos próximos dez anos. Para vender afrodisíacos, os chineses (como se precisassem!) patrocinam a matança do rinoceronte (pelo seu chifre) e dos tigre (pelo seu pênis!!!!!!). Ambos estarão extintos entre dez e quinze anos. Pelo mesmo motivo, tubarões são mortos pelas suas barbatanas, em nome da ereção, na nação mais populosa do planeta. E esses, os "ferozes" tubarões, morrem, por motivos diversos, à taxa de 42 milhões por ano, e tiveram sua população diminuída em 70% nos últimos 40 anos.
A lista é imensa e esses são apenas alguns poucos exemplos.
Como diz o "agente Smith", os homens são como vírus, que consomem tudo à sua volta.
E o pior, a meu ver, é a incapacidade de se perceber que não somos "o centro do universo". Somos apenas mais uma das milhares espécies ditas "superiores" que vagam sobre a terra; e que, até pouco tempo (em escala geológica) comíamos carniça apodrecida de restos de caça deixados por predadores.
O que nos diferencia é a inteligência e a linguagem simbólica.
Porém, da linguagem simbólica, elegemos como ícone máximo, o status (lato sensu) decorrente do acúmulo de riqueza. E quanto à inteligência, colocamo-la a serviço desse fim.
Ou seja, somos os "macacos que não deram certo".
Bem... provavelmente os "eco-frescos" de plantão não hão de gostar da abordagem, mas... acho que conseguirei suportar a dor de sua rejeição...
O "gatilho" que me motivou a escrever sobre o tema foi uma frase muito bem elaborada pelo amigo Luiz Curti jr.: "O homem é o macaco que não deu certo".
Bem... acho que, partindo desse mote, não precisarei me alongar, até porque não domino o assunto, mas não custa acrescentar alguns dados...
O "temido" CO2 - marca mais pronunciada do "progresso humano", é capaz de causar o efeito estufa. Grande novidade!
O que, provavelmente, não seja tão difundido é que o planeta já foi, há cerca de 700 milhões de anos, uma bola de gelo absolutamente inanimada, e que só há vida, hoje, exatamente por causa do efeito estufa decorrente da emissão natural de CO2 de origem vulcânica. E que, depois disso, o planeta entrou em fase de glaciações sucessivas, ocorridas em função de alinhamentos planetários que afetam a órbita da terra, afastando-a, temporariamente, do sol. E, no momento, estamos saindo de uma glaciação e nos dirigindo ao período de máximo aquecimento natural da terra. E ainda, que os oceanos, em épocas de glaciação, chegam a ter o seu nível rebaixado em até cem metros, por aprisionamento da água em blocos de gelo. E que, por óbvio, com o aquecimento - que ocorre naturalmente! - o nível dos mares tende a subir.
É claro que a intensificação da atividade industrial e a massificação do uso de automóveis (mormente com o IPI reduzido!) aceleram e, em certa medida agravam tal processo. E há quem diga que o "cocô das vaquinhas" seja igualmente pernicioso, no que tange ao dano causado ao ozônio atmosférico.
O fato é que, como sempre, o "macaco que não deu certo" tende abordar as questões sob a ótica do antropocentrismo (ou deveríamos dizer "simiocentrismo"?).
Nada há de errado na emissão de metano. E discutir-se sobre reduções na emissão de gás carbônico é exercício de pseudo-conservacionismo, vez que, como sempre, quer-se ir para o céu, mas sem morrer!
Todo mundo, e em particular os "eco-frescos", clama por um ar mais puro, mas não abrem mão de andar com seus carros e de colocar mais "eco-fresquinhos" no mundo, que, em uma ou duas décadas, completarão, orgulhosos, a marca do oito bilhões de "macacos defectivos".
Todos os povos querem "salvar o planeta", mas não abrem mão da tecnologia que lhes garante conforto e consome indiscriminadamente recursos finitos e não-renováveis.
O "antropocentrismo verde" é criação tão sui generis que chega a gerar slogans aberradores como "agropecuária sustentável"!
Como é o HOMEM que está no centro do sistema planetário, tudo gira em torno de suas atividades, e, por óbvio, tudo tem de a elas se adaptar.
"Sustentabilidade" torna-se coqueluche; cria-se um "comércio paralelo" de "selos verdes" e, por óbvio, tenta-se obter mais lucro com a "onda preservacionista".
E como tudo vira festa - porque o homem é ser gregário, festeiro e vaidoso -, gastam-se mais de US$ 200 milhões para promover uma "ECO-alguma coisa" que não logra êxito algum.
Bem, mas ao menos o "homem" esteve em evidência! E alguns lucraram com isso... é o que importa!
O fato é que, enquanto se discute soluções para o pseudo-problema, desvia-se o entendimento humano da real causa das mazelas ecológicas do planeta: o próprio homem!
Será tão difícil de perceber que a taxa do crescimento demográfico humano, mais que vertiginosa, é vergonhosa?
Salvo engano (e caso haja algum, perdoem-me, mas estou com preguiça de consultar o deus-google), a população mundial manteve-se estável desde a idade média até a revolução industrial, em torno de um bilhão de pessoas. Da revolução industrial até meados do século XIX, passou para cerca de dois bilhões. E em pouco mais de um século, pulou para sete bilhões!
Um crescimento exponencial injustificável, aviltante, pernicioso e indecoroso.
Mas que não causa surpresa! Afinal, já que se duas grandes e catastróficas guerras não foram capazes de satisfazer a demanda do capitalismo por novos mercados (ainda que tenham enriquecido muita gente - que o diga o senhor Ford!), o jeito é expandi-los!
Ou você acreditou que a China ex-comunista, que primou por rígido controle de natalidade durante décadas, começou a incentivá-la - após tornar-se capitalista - porque está preocupada (como alegou) com quem irá cuidar de seus velhinhos?
Uma única coisa impulsiona todos os atos humanos - o interesse. E o principal deles é pelo lucro. E, para dar espaço ao dendê, os orangotangos da Indonésia serão extintos nos próximos dez anos. Para vender afrodisíacos, os chineses (como se precisassem!) patrocinam a matança do rinoceronte (pelo seu chifre) e dos tigre (pelo seu pênis!!!!!!). Ambos estarão extintos entre dez e quinze anos. Pelo mesmo motivo, tubarões são mortos pelas suas barbatanas, em nome da ereção, na nação mais populosa do planeta. E esses, os "ferozes" tubarões, morrem, por motivos diversos, à taxa de 42 milhões por ano, e tiveram sua população diminuída em 70% nos últimos 40 anos.
A lista é imensa e esses são apenas alguns poucos exemplos.
Como diz o "agente Smith", os homens são como vírus, que consomem tudo à sua volta.
E o pior, a meu ver, é a incapacidade de se perceber que não somos "o centro do universo". Somos apenas mais uma das milhares espécies ditas "superiores" que vagam sobre a terra; e que, até pouco tempo (em escala geológica) comíamos carniça apodrecida de restos de caça deixados por predadores.
O que nos diferencia é a inteligência e a linguagem simbólica.
Porém, da linguagem simbólica, elegemos como ícone máximo, o status (lato sensu) decorrente do acúmulo de riqueza. E quanto à inteligência, colocamo-la a serviço desse fim.
Ou seja, somos os "macacos que não deram certo".
sexta-feira, 6 de julho de 2012
COMPLEMENTO
A título de complemento, permito-me acrescer um fecho ao texto anterior que soará a um trocadilho barato (e de fato é mesmo!), mas que não deixa de ser verdade...
Assim, interessante notar que, em ambas as "Teorias", o resultado da referida "deformação" tem o mesmo nome: gravidade.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
EINSTEIN, O "ESTÚPIDO", OU A TEORIA DA RELATIVIDADE DA INTELIGÊNCIA
Uma das definições do vocábulo "estúpido" é: "Que ou o que tem grande dificuldade em compreender, julgar ou discernir por falta de inteligência ou discernimento". (fonte: http://www.priberam.pt)
Por óbvio, herético se torna o título do presente texto, se o interpretarmos segundo essa conotação. Entretanto, é essa mesma a significação que pretendo imprimir ao vocábulo. Você entenderá o motivo de tal absurdo mais adiante.
Pois bem, tradicionalmente a sabedoria de um indivíduo costuma ser posta em relevo, o que se evidencia no reconhecimento mundial da Teoria da Relatividade desenvolvida por aquele iminente alemão de origem judia.
Por outo lado, mentes embotadas, que pouco ou nada produzem, costumam ser ignoradas, e suas produções postas em esquecimento.
Vou reproduzir um fragmento de um interessante livro que li dias atrás e gostaria que você o lesse com atenção e, ao longo da leitura, tentasse identificar quem é o seu autor. Faça esse esforço. É interessante e revelador.
"A anarquia econômica da sociedade capitalista, tal como existe hoje, é, em minha opinião, a verdadeira origem do mal. Vemos diante de nós uma gigantesca comunidade de produtores, cujos membros lutam incessantemente para privar os outros dos frutos de seu trabalho coletivo - não pela força, mas pela observância fiel das regras legalmente instituídas (...) os capitalistas privados controlam, de maneira direta ou indireta, as principais fontes de informação (...). É, pois, extremamente difícil - e na maioria dos casos, realmente impossível - para o cidadão individual chegar a conclusões objetivas e fazer um uso inteligente de seus direitos políticos (...)".
(BROWN, H.R. Albert Einstein. São Paulo: Ed. Brasiliense. 1984. p.61)
Pois bem, é isso...
Você imaginaria que Einstein teorizou sobre isso? Claro que não. A QUEM INTERESSARIA QUE VOCÊ OU EU SOUBÉSSEMOS?
As palavras de um estúpido estão fadadas a se perderem no vento e seus escritos a perecerem na poeira da História.
Bem, nesse ponto, alguém interessado na manutenção do status quo diverso ao combatido pelo "gênio esquecido", argumentaria algo do tipo: "cada um no seu quadrado" (argumentação genial, aliás!) ou "Como economista, Einstein era um exímio físico".
Bem, eu gostaria de contra-argumentar o seguinte: capacidade de raciocínio lógico e análise crítica, geralmente fundada em dois métodos científicos vastamente decantados pelos "papas do 'intelectualismo' contemporâneo" - a observação sistemática e a dedução - dela dispõem até mesmo os intelectos "medianas" (como o meu). O uso de silogismos é tão válido às ciências naturais e exatas quanto às humanas, e seu emprego não requer qualquer brilhantismo intelectual. A busca das "premissas maiores" é que pode adquirir nuances subjetivistas em função do que se deseja obter com a "prova" almejada.
Assim, uma vez que não se pode esperar que um débil resolva um problema de integrais triplas, é inconcebível que um "gênio" não disponha de capacidade analítica para constatar premissas e concluir de forma lógica acerca de seu encadeamento.
A contrario sensu, estar-se-ia diante de uma nova descoberta científica quase tão importante quanto a de 1916: a TEORIA DA RELATIVIDADE DA INTELIGÊNCIA, que poderia, talvez, ser assim definida:
"A lógica e a verdade são grandezas entrelaçadas que formam um 'tecido' que pode ser deformado na presença de uma grande massa chamada interesse".
Por óbvio, herético se torna o título do presente texto, se o interpretarmos segundo essa conotação. Entretanto, é essa mesma a significação que pretendo imprimir ao vocábulo. Você entenderá o motivo de tal absurdo mais adiante.
Pois bem, tradicionalmente a sabedoria de um indivíduo costuma ser posta em relevo, o que se evidencia no reconhecimento mundial da Teoria da Relatividade desenvolvida por aquele iminente alemão de origem judia.
Por outo lado, mentes embotadas, que pouco ou nada produzem, costumam ser ignoradas, e suas produções postas em esquecimento.
Vou reproduzir um fragmento de um interessante livro que li dias atrás e gostaria que você o lesse com atenção e, ao longo da leitura, tentasse identificar quem é o seu autor. Faça esse esforço. É interessante e revelador.
"A anarquia econômica da sociedade capitalista, tal como existe hoje, é, em minha opinião, a verdadeira origem do mal. Vemos diante de nós uma gigantesca comunidade de produtores, cujos membros lutam incessantemente para privar os outros dos frutos de seu trabalho coletivo - não pela força, mas pela observância fiel das regras legalmente instituídas (...) os capitalistas privados controlam, de maneira direta ou indireta, as principais fontes de informação (...). É, pois, extremamente difícil - e na maioria dos casos, realmente impossível - para o cidadão individual chegar a conclusões objetivas e fazer um uso inteligente de seus direitos políticos (...)".
(BROWN, H.R. Albert Einstein. São Paulo: Ed. Brasiliense. 1984. p.61)
Pois bem, é isso...
Você imaginaria que Einstein teorizou sobre isso? Claro que não. A QUEM INTERESSARIA QUE VOCÊ OU EU SOUBÉSSEMOS?
As palavras de um estúpido estão fadadas a se perderem no vento e seus escritos a perecerem na poeira da História.
Bem, nesse ponto, alguém interessado na manutenção do status quo diverso ao combatido pelo "gênio esquecido", argumentaria algo do tipo: "cada um no seu quadrado" (argumentação genial, aliás!) ou "Como economista, Einstein era um exímio físico".
Bem, eu gostaria de contra-argumentar o seguinte: capacidade de raciocínio lógico e análise crítica, geralmente fundada em dois métodos científicos vastamente decantados pelos "papas do 'intelectualismo' contemporâneo" - a observação sistemática e a dedução - dela dispõem até mesmo os intelectos "medianas" (como o meu). O uso de silogismos é tão válido às ciências naturais e exatas quanto às humanas, e seu emprego não requer qualquer brilhantismo intelectual. A busca das "premissas maiores" é que pode adquirir nuances subjetivistas em função do que se deseja obter com a "prova" almejada.
Assim, uma vez que não se pode esperar que um débil resolva um problema de integrais triplas, é inconcebível que um "gênio" não disponha de capacidade analítica para constatar premissas e concluir de forma lógica acerca de seu encadeamento.
A contrario sensu, estar-se-ia diante de uma nova descoberta científica quase tão importante quanto a de 1916: a TEORIA DA RELATIVIDADE DA INTELIGÊNCIA, que poderia, talvez, ser assim definida:
"A lógica e a verdade são grandezas entrelaçadas que formam um 'tecido' que pode ser deformado na presença de uma grande massa chamada interesse".
QUE ALEGRIA!!!
Não se trata, hoje, de uma postagem. Permito-me vir aqui sem "nada de analítico" a dizer, tão-somente para externar uma profunda alegria. Há meses não apareço por aqui. Tive dificuldades até mesmo de encontrar o buraco da fechadura da porta de entrada para esse sítio. Há meses o tempo me tem atropelado e entre aulas, cálculos e, affffff, monografia, rss, sequer tive oportunidade (e nem vontade, confesso) de escrever uma única linha reflexiva sequer. Mas eis que entro aqui e encontro mais de duas mil visitações, comentários positivos e motivadores de amigos, alunos, alunos-amigos, pessoas desconhecidas, convites que eu sem saber, por não mais ter aqui aportado, ignorei e negligenciei a oportunidade de conhecer o trabalho de colegas anônimos, de futuros amigos que ainda não conheço. Convites muito honrosos e que eu os prestigiarei como seguidor, vez que, ainda nesses tempos de alienação coletiva, afloram, cá e ali, mentes que nos mostram ainda existirem oásis de sobrevida nesse "deserto massificante". Até a visita do sr. "deus" e seu fiel "escudeiro", sr. Sidnei Jr. eu tive a honra de receber! Meu amigo jovem filósofo. Enfim... muita gente - o que me deixou extremamente feliz e motivado a voltar aqui mais vezes.
Pelo risco de recair na "Síndrome de Maguila", suspendo os "abraços a fulano" e "agradecimentos a beltrano", mas agradeço de coração a todos e, tão-logo (o senhor Lula e a minha desídia me tiraram a certeza sobre se tem hífen ou não!) eu consiga me desvencilhar de tantos afazeres, eu os contactarei um a um e visitarei um a um todos os blogues de pessoas que me convidaram a fazê-lo.
Grande abraço a todos e, novamente, MUITO OBRIGADO!
Pelo risco de recair na "Síndrome de Maguila", suspendo os "abraços a fulano" e "agradecimentos a beltrano", mas agradeço de coração a todos e, tão-logo (o senhor Lula e a minha desídia me tiraram a certeza sobre se tem hífen ou não!) eu consiga me desvencilhar de tantos afazeres, eu os contactarei um a um e visitarei um a um todos os blogues de pessoas que me convidaram a fazê-lo.
Grande abraço a todos e, novamente, MUITO OBRIGADO!
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