sexta-feira, 6 de julho de 2012

COMPLEMENTO



A título de complemento, permito-me acrescer um fecho ao texto anterior que soará a um trocadilho barato (e de fato é mesmo!), mas que não deixa de ser verdade...


Assim, interessante notar que, em ambas as "Teorias", o resultado da referida "deformação" tem o mesmo nome: gravidade.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

EINSTEIN, O "ESTÚPIDO", OU A TEORIA DA RELATIVIDADE DA INTELIGÊNCIA

Uma das definições do vocábulo "estúpido" é: "Que ou o que tem grande dificuldade em compreender, julgar ou discernir por falta de inteligência ou discernimento". (fonte: http://www.priberam.pt)
Por óbvio, herético se torna o título do presente texto, se o interpretarmos segundo essa conotação. Entretanto, é essa mesma a significação que pretendo imprimir ao vocábulo. Você entenderá o motivo de tal absurdo mais adiante.
Pois bem, tradicionalmente a sabedoria de um indivíduo costuma ser posta em relevo, o que se evidencia no reconhecimento mundial da Teoria da Relatividade desenvolvida por aquele iminente alemão de origem judia.
Por outo lado, mentes embotadas, que pouco ou nada produzem, costumam ser ignoradas, e suas produções postas em esquecimento.
Vou reproduzir um fragmento de um interessante livro que li dias atrás e gostaria que você o lesse com atenção e, ao longo da leitura, tentasse identificar quem é o seu autor. Faça esse esforço. É interessante e revelador.


"A anarquia econômica da sociedade capitalista, tal como existe hoje, é, em minha opinião, a verdadeira origem do mal. Vemos diante de nós uma gigantesca comunidade de produtores, cujos membros lutam incessantemente para privar os outros dos frutos de seu trabalho coletivo - não pela força, mas pela observância fiel das regras legalmente instituídas (...) os capitalistas privados controlam, de maneira direta ou indireta, as principais fontes de informação (...). É, pois, extremamente difícil - e na maioria dos casos, realmente impossível - para o cidadão individual chegar a conclusões objetivas e fazer um uso inteligente de seus direitos políticos (...)".
(BROWN, H.R. Albert Einstein. São Paulo: Ed. Brasiliense. 1984. p.61)


Pois bem, é isso... 
Você imaginaria que Einstein teorizou sobre isso? Claro que não. A QUEM INTERESSARIA QUE VOCÊ OU EU SOUBÉSSEMOS?
As palavras de um estúpido estão fadadas a se perderem no vento e seus escritos a perecerem na poeira da História.
Bem, nesse ponto, alguém interessado na manutenção do status quo diverso ao combatido pelo "gênio esquecido", argumentaria algo do tipo: "cada um no seu quadrado" (argumentação genial, aliás!) ou "Como economista, Einstein era um exímio físico". 
Bem, eu gostaria de contra-argumentar o seguinte: capacidade de raciocínio lógico e análise crítica, geralmente fundada em dois métodos científicos vastamente decantados pelos "papas do 'intelectualismo' contemporâneo" - a observação sistemática e a dedução - dela dispõem até mesmo os intelectos "medianas" (como o meu). O uso de silogismos é tão válido às ciências naturais e exatas quanto às humanas, e seu emprego não requer qualquer brilhantismo intelectual. A busca das "premissas maiores" é que pode adquirir nuances subjetivistas em função do que se deseja obter com a "prova" almejada.
Assim, uma vez que não se pode esperar que um débil resolva um problema de integrais triplas, é inconcebível que um "gênio" não disponha de capacidade analítica para constatar premissas e concluir de forma lógica acerca de seu encadeamento.
A contrario sensu, estar-se-ia diante de uma nova descoberta científica quase tão importante quanto a de 1916: a TEORIA DA RELATIVIDADE DA INTELIGÊNCIA, que poderia, talvez, ser assim definida:


"A lógica e a verdade são grandezas entrelaçadas que formam um 'tecido' que pode ser deformado na presença de uma grande massa chamada interesse".

QUE ALEGRIA!!!

Não se trata, hoje, de uma postagem. Permito-me vir aqui sem "nada de analítico" a dizer, tão-somente para externar uma profunda alegria. Há meses não apareço por aqui. Tive dificuldades até mesmo de encontrar o buraco da fechadura da porta de entrada para esse sítio. Há meses o tempo me tem atropelado e entre aulas, cálculos e, affffff, monografia, rss, sequer tive oportunidade (e nem vontade, confesso) de escrever uma única linha reflexiva sequer. Mas eis que entro aqui e encontro mais de duas mil visitações, comentários positivos e motivadores de amigos, alunos, alunos-amigos, pessoas desconhecidas, convites que eu sem saber, por não mais ter aqui aportado, ignorei e negligenciei a oportunidade de conhecer o trabalho de colegas anônimos, de futuros amigos que ainda não conheço. Convites muito honrosos e que eu os prestigiarei como seguidor, vez que, ainda nesses tempos de alienação coletiva, afloram, cá e ali, mentes que nos mostram ainda existirem oásis de sobrevida nesse "deserto massificante". Até a visita do sr. "deus" e seu fiel "escudeiro", sr. Sidnei Jr. eu tive a honra de receber! Meu amigo jovem filósofo. Enfim... muita gente - o que me deixou extremamente feliz e motivado a voltar aqui mais vezes.
Pelo risco de recair na "Síndrome de Maguila", suspendo os "abraços a fulano" e "agradecimentos a beltrano", mas agradeço de coração a todos e, tão-logo (o senhor Lula e a minha desídia me tiraram a certeza sobre se tem hífen ou não!) eu consiga me desvencilhar de tantos afazeres, eu os contactarei um a um e visitarei um a um todos os blogues de pessoas que me convidaram a fazê-lo.
Grande abraço a todos e, novamente, MUITO OBRIGADO!

quinta-feira, 10 de março de 2011

"PENSE E ENRIQUEÇA"!

Depois de receber diversas manifestações de reconhecimento e incentivo em relação aos textos aqui publicados – manifestações pelas quais quero, novamente, agradecer -, abalei-me a vir aqui, criar nova(s) postagem(ns).

Interessante observar que o ano, que parece mal ter começado, já avança a passos largos para atingir completo seu primeiro quartel. E pergunto-me estarrecido: onde está o tempo?! O que e por que acontece de, simplesmente, não se ter tempo para absolutamente nada?

Algumas elucubrações se fazem inolvidáveis. Abordemo-las, pois...

Primeiro, constatemos alguns fatos: já reparou que o número de tarefas a serem cumpridas ao longo de determinado período aumentou significativamente com o tempo? Note que, há dois, cinco anos, você tinha um número menor de atribuições e tarefas que dependiam de você. Agora precisamos trabalhar mais, em quantidade e qualidade, para sermos “competitivos” – outro nome para “sobrevivermos sem perda de padrão econômico”. Afinal, não é difícil perceber que, hoje, para se manter um determinado padrão, mister se faz produzir muito mais do era necessário há alguns anos.

Não só isso. A “velocidade social” também aumentou. O que quero dizer com isso? Simples: o conjunto de tudo o que se faz, cria, troca-se na sociedade. A informação, por exemplo: os modelos de jornais televisados mudaram, as notícias ficaram fracionadas em nome da objetividade. Os filmes ganharam sensível aceleração em seu ritmo e se tornaram mais, digamos, “dinâmicos” – termo revestido de conotação “valorizante”.

Tudo se acelerou! O trânsito, as músicas... até mesmo os ‘namoros’... rss...

Se isso é bom? Irrelevante, já que se trata de julgamento de valor. Se é benéfico? Improvável! Afinal, vive-se sem 'viver'. Trabalha-se para viver e vive-se para trabalhar, tudo em compasso tão acelerado que mal se pode perceber tais mudanças se processando.

Há, pasme, teorias científicas que afirmam que o tempo está realmente acelerando, fundadas em relatividade. Se corretas, não posso afirmar, já que não disponho de capacidade técnica para tal, mas, certamente, bastante consistentes e lógicas.

Entretanto, colocando a ciência físico-natural de lado, podemos nos deter nas ciências sociais para encontrar ao menos parte das respostas.

Do que vou dizer a seguir, pouco me pertence. São idéias compiladas livremente, colhidas de obras de diversos sociólogos.

É deveras conveniente a quem se beneficia de determinado sistema social, que tal sistema se mantenha em equilíbrio, em segurança. Uma ameaça à segurança de qualquer sistema de manutenção e controle social é, por óbvio, a ocorrência de eventos que perturbem o equilíbrio de poder nele estabelecido. Um dos mais efetivos eventos capazes de afetar tal equilíbrio, é a rebeldia contra tal disposição sócio-estrutural. A força motriz, ou melhor, a mola propulsora da rebeldia e suas culminações reside num único ato: o pensar! Ao se pensar – pensar legitimamente, questionar! – percebe-se as incoerências do sistema, suas injustiças. A porta está aberta para a ação! E aqui reside o maior perigo para o "equilíbrio social": A ação! Vide as atuais ocorrências no norte do continente africano e adjacências.

Então, pergunta-se: qual a melhor forma de se evitar que a “semente germine”? Inviabilizando-se a possibilidade de “pensar”! E, se você notar, é exatamente isso o que está acontecendo nesse exato momento: minam-se as forças do cidadão, extenuando-o, exaurindo-o a tal ponto que ele, simplesmente, não consegue pensar!

É conveniente a falta de tempo! O excesso de compromissos.

Aí, extenuado, buscar-se-á “aproveitar” o exíguo tempo “livre” com diversão fugaz, que acaba por enterrar definitivamente a possibilidade de “pensar”. Aliás, não raro, se diz: “agora não quero pensar em mais nada! Quero apenas me divertir!”. Aí, "acaba-se" em bebidas, festas –geralmente barulhentas!-, noitadas, coisas assim... “revigorantes” (ao menos para o sistema! Rss...).

Bem, eu adoraria continuar a escrever, mas... preciso voltar ao trabalho! Coisas do “sistema”!

Obrigado, novamente a todos que me escreveram – a maioria, pessoas que não conheço pessoalmente, mas que julgaram ser importante encontrar um tempo para “pensar”. Seu incentivo é minha força motriz para vir aqui exercitar o direito que tentam a todo custo tirar de mim: o sagrado ofício de “refletir”.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!

Desejo a todos um feliz Natal, junto aos seus, em harmonia e paz.
Desejo que um sentimento de compleição lhes invada a alma, porque é isso, mais que tudo, que realmente confere à vida o seu valor.
Um grande e fraternal abraço.

post scriptum: Se puderes, faças uma diferença na vida de alguém. Um pequeno gesto, um carinho, atenção... qualquer coisa que não seja previsível. Algo inesperado. Algo bom. Isso poderá fazer uma grande diferença: quem sabe motivará o 'recebedor' a fazer o mesmo por outrém, e aquele por outra pessoa ainda, e assim por diante. Aí você terá feito mais do que acumular dinheiro e prover os seus. "vós pouco dais quando dais de vossas posses. Vós realmente dais quando dais de vós próprios".